MORTE DE DOMINGOS MONTAGNER, MISTÉRIOS, COINCIDÊNCIAS E IRONIA!

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A vida imita a arte, mas no capítulo de ontem o Velho Chico ao final da cena estampou sua crueldade e o final não foi feliz!

Uma vez que o “Santo” caiu no rio era um faz de conta , mas seu nado ontem passou longe de ser outro “faz de conta”, e o moço não voltou para ver sua plateia o aplaudindo de pé. Os índios não apareceram e as místicas águas resolveram levar pra si a sensibilidade, a simplicidade, o talento, a alegria e o inevitável charme de Domingos Montagner.

Em seu encantamento pelo Velho Chico deu seu último mergulho despretensioso no rio que tomou a caneta do autor e findou a cena a seu modo com ajuda da forte correnteza levando para suas profundezas “Santo dos Anjos” da novela, um anjo da vida real e do papel. E o público surpreso na vertigem do final que nem sequer fora imaginado mergulhou junto na devastadora tragédia.

O rio ganhou um encanto, em suas águas profundas um nome, uma vida e toda sua história. Em nossos dias a memória de sua irretocável arte e em nossos olhos um vazio e atento olhar ao longe, suspirando pela presença dos índios e um próximo capítulo que nunca chegará.

Ironicamente Camila suplicou feito Tereza, mas desta vez as mesmas águas que devolveram Santo um dia não trouxeram de volta Montagner.

“Quer Deus que a quem está o cuidado dado.

Pregue que a vida é emprestado estado.

Mistérios mil que DESENTERRA……ENTERRA.” (Irônica letra da música tema de Santo e Tereza)

Vá em paz, A VIDA É MESMO EMPRESTADA!

Raquel Costa

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