VINHO AZUL, É OU NÃO É!

Se tem uma bebida alcoólica bastante comum e difundida no país há várias décadas é o vinho. Há para todo gosto. Tinto, branco, rosé, frisante, espumante etc. Suave, seco, meio seco e até doce. Várias marcas, produtoras e distribuidoras de vinhos, fazem a bebida chegar aos quatro cantos do Brasil. Diversos tipos de vinho fabricados nacionalmente podem ser encontrados em estabelecimentos como restaurantes, mercados, padarias, bares, entre outros.
Há pouco mais de dois anos, o mercado de bebidas fermentadas no país recebeu uma novidade: o polêmico vinho azul.

A novidade criada pelos espanhóis está agitando a tradicionalíssima indústria do vinho no país com uma bebida no mínimo inusitada.

O Gïk Blue mistura uvas roxas e brancas com pigmentos e aromatizantes orgânicos para obter um vinho doce e de um azul vibrante.

Mas enquanto alguns levantam suas taças e celebram a novidade, outros torcem o nariz.

O vinho é feito de uma união de uvas brancas e com dois pigmentos orgânicos que tornam a bebida azul: a antocianina, retirada da casca da uva roxa, e a indigotina, uma substância orgânica normalmente utilizada como corante alimentar.

“O Gïk nasceu para ser algo divertido, uma bebida para dar uma agitada no mercado e ver o que acontece”, afirma um de seus criadores, Aritz López.

“Queríamos inovar e começar uma pequena revolução. E a indústria do vinho parecia o ponto de partida perfeito.”

O sabor é então enriquecido com adoçantes não calóricos para criar um produto que é um cruzamento de vinho e coquetel, com um toque doce e levemente xaroposo.

Um fato curioso é que nem López nem ninguém em seu círculo eram viticultores experientes. O rapaz e seus sócios então recorreram a engenheiros químicos da Universidade do País Basco para criar um vinho azul que “faz uma fusão entre a natureza e a tecnologia”. Uma atitude que parece mais revolucionária do que a própria bebida.

De acordo com restaurantes da Espanha, onde a cultura do vinho é latente, por sinal o primeiro os primeiros a oferecer o produto,  no início, as pessoas não acreditam que estava sendo vendido vinho azul, mas quando provavam adoravam e pediam mais.

Mas nem todas as reações foram tão positivas. Alguns “puristas” disseram que o Gïk é uma blasfêmia e uma invenção terrível. Outros o compararam a um derivado “antivinho”..

Nas recomendações para a degustação do Gïk “vinho azul”, seus criadores incluíram sugestões para servi-lo com macarrão à carbonara ou com tzatziki (entrada típica da culinária mediterrânea, à base de iogurte e pepinos) e indicam que o vinho seja saboreado tendo como fundo playlists que incluem bandas alternativas como Fryars e Minus the Bear.

E então, é vinho ou não é?

Raquel Costa

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